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Cérebro e memória: o que a neurocirurgia tem a ver com isso?

A memória é uma das funções mais fascinantes do cérebro humano. Ela nos permite aprender, criar, lembrar do passado e planejar o futuro. Mas o que pouca gente imagina é que a neurocirurgia tem um papel fundamental na preservação e na recuperação da memória, especialmente em casos de doenças neurológicas que afetam as estruturas responsáveis por esse processo.

 

Como o cérebro produz e armazena memórias?

A memória não depende de uma única área cerebral, mas de uma rede complexa de regiões, principalmente:

  • Hipocampo: essencial para formar novas memórias.
  • Lobo temporal: importante para memórias de longo prazo e reconhecimento.
  • Lobo frontal: relacionado ao planejamento, organização e memória de trabalho.
  • Amígdala: ligada às memórias emocionais.

Essas estruturas se comunicam por meio de trilhas neurais e sinapses. Quanto mais essas conexões são estimuladas, mais forte se torna a memória — um fenômeno conhecido como neuroplasticidade. No entanto, diferentes doenças neurológicas podem prejudicar esse sistema, causando esquecimentos, lapsos cognitivos ou até perda significativa de memória.

 

Quando a memória é afetada: causas neurológicas mais comuns

Diversas condições podem comprometer a função da memória. Entre as principais causas tratadas por neurocirurgiões estão:

  1. Tumores cerebrais

Tumores localizados nos lobos temporais ou frontais podem pressionar regiões essenciais para a formação de memórias. Em muitos casos, a cirurgia para remoção do tumor melhora a função cognitiva e reduz sintomas de esquecimento.

  1. Epilepsia

A epilepsia do lobo temporal está diretamente relacionada à perda de memória. Alguns pacientes se beneficiam de cirurgias de epilepsia, que podem reduzir crises e melhorar a qualidade cognitiva.

  1. Hidrocefalia

O acúmulo de líquido dentro do crânio aumenta a pressão cerebral, afetando atenção, raciocínio e memória. O tratamento cirúrgico — como derivação ventrículo-peritoneal — pode reverter grande parte dos sintomas.

  1. Traumatismo craniano

Em casos de lesões graves, a neurocirurgia pode ser necessária para descompressão cerebral e prevenção de danos irreversíveis às áreas da memória.

  1. Doenças vasculares

Hemorragias, aneurismas ou AVCs podem comprometer regiões críticas da cognição. A intervenção neurocirúrgica pode salvar vidas e preservar funções cognitivas.

 

O papel da neurocirurgia na preservação da memória

A neurocirurgia não atua apenas em situações emergenciais. Ela é fundamental para:

Diagnosticar lesões que impactam a memória

Ressonância magnética, tomografia e outros exames guiados por neurocirurgiões ajudam a identificar alterações estruturais.

Tratar doenças que prejudicam a função cognitiva

Procedimentos como ressecção de tumores, tratamento de epilepsia, colocação de válvulas e clipagem de aneurismas podem impedir a progressão da perda de memória.

Proteger áreas nobres do cérebro durante cirurgias

Com técnicas como neuronavegação, monitorização intraoperatória e cirurgia desperta (awake surgery), o neurocirurgião evita danos às regiões responsáveis pela linguagem e memória.

Estimulação cerebral profunda (DBS)

Embora mais conhecida no tratamento da doença de Parkinson, a estimulação cerebral profunda também vem sendo estudada para melhorar memória e funções cognitivas em algumas condições neurológicas.

 

Neurocirurgia e cognição: avanços que preservam histórias

Nos últimos anos, a neurocirurgia evoluiu de forma impressionante. Hoje, é possível tratar doenças complexas preservando — e muitas vezes recuperando — funções essenciais da vida, como pensamento, linguagem e memória. A preservação da memória não é apenas uma questão médica; é uma forma de proteger identidade, autonomia e qualidade de vida.

 

Quando procurar um neurocirurgião?

É importante buscar avaliação especializada quando houver:

  • esquecimento frequente ou progressivo;
  • crises de epilepsia;
  • sintomas neurológicos associados a tumores;
  • dificuldade de raciocínio após trauma;
  • suspeita de hidrocefalia ou doenças vasculares.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de preservar a função cerebral e evitar complicações.

 

Conclusão

O cérebro é o guardião das nossas lembranças, e a neurocirurgia desempenha um papel crucial na proteção dessa capacidade tão valiosa. Ao tratar doenças que afetam estruturas responsáveis pela memória, o neurocirurgião ajuda a manter viva a história de cada paciente — suas experiências, afetos e identidade.

Se você quer entender melhor sobre saúde cerebral ou tem dúvidas sobre alterações cognitivas, procure um especialista. Cuidar do cérebro é investir na sua qualidade de vida hoje e no futuro.

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